Podcast Dylanesco #35 – Traveling Wilburys: o improvável supergrupo de Bob Dylan, George Harrison e companhia

Como a gravação de uma simples faixa lado B acabou criando um dos maiores supergrupos da história do rock? E mais curioso ainda: como Bob Dylan aceitou entrar nessa empreitada?

Em abril de 1988, George Harrison reuniu alguns amigos na garagem da casa de Bob Dylan para gravar uma música. Os amigos? Apenas Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne. O que deveria ser uma gravação despretensiosa acabou se transformando em “Handle With Care” e deu origem aos Traveling Wilburys, um quinteto que reunia algumas das figuras mais importantes de três gerações do rock.

Neste episódio do Podcast Dylanesco, vamos conhecer os encontros, as amizades e as coincidências que tornaram possível essa reunião improvável. Vamos descobrir como cinco artistas consagrados conseguiram deixar seus egos de lado para criar um disco em apenas dez dias, entre brincadeiras, pseudônimos e muita colaboração.

E, claro, vamos trilhar as músicas de Traveling Wilburys Vol. 1, lançado em 1988, para entender o que acontece quando cinco gigantes da música resolvem simplesmente se divertir juntos.

Bóra?

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EXTRAS:

Podcast Dylanesco #34 – Para além de Joan Baez: duetos Incríveis de Bob Dylan com mulheres

Quando a gente pensa em duetos de Bob Dylan, o nome que sempre aparece primeiro é Joan Baez.

Mas ao longo de mais de 60 anos de carreira, Dylan dividiu o microfone com muitas outras vozes femininas. Algumas famosas, outras quase esquecidas, mas todas incríveis como momentos únicos.

Neste episódio, saio do óbvio pra contar cinco desses encontros: de uma fã que invadiu o palco na Holanda e virou parceira de um dueto improvisado, até Patti Smith, Norah Jones, Mavis Staples e Clydie King. Cada uma revelando um Dylan diferente, mais vulnerável, mais brincalhão, mais entregue.

Tem história de amor não correspondido, tem fé, tem improviso, tem um beijo no meio de uma canção.

Vídeos mencionados no episódio:

Podcast Dylanesco #33 – Rolling Thunder Revue (Parte 3): álbum “Hard Rain”

Existe uma diferença enorme entre o suor de quem está se divertindo e o suor de quem está desabafando.

Em 1975, a Rolling Thunder Revue foi um circo cigano, cheio de camaradagem e reinvenção. Poucos meses depois, em 1976, Bob Dylan voltou à estrada, mas já não era o mesmo homem, nem a mesma turnê. O casamento por um fio, a morte de Phil Ochs, um Dylan mais fechado e mais cansado. O resultado desse momento é “Hard Rain”: um disco-desabafo, catártico, onde canções antigas ganham novos significados e uma “Idiot Wind” de dez minutos parece arrancar o chão de quem ouve.

Neste episódio, fecho a trilogia sobre a Rolling Thunder Revue falando sobre essa segunda fase da turnê, o especial de TV que acompanhou o álbum, o reencontro (e o quase-romance no palco) entre Dylan e Joan Baez, e por que “Hard Rain” pode ser a trilha sonora do que acontece depois que o circo vai embora.